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DE ONDE VEM TANTOS TEXTOS?


Eu preferia até não comentar, mas ultimamente não tenho muito a quem conversar. Vi que antecipei a minha solidão, quando já não havia mais ninguém para contar sobre a minha vida. Tomei uma dose de vodka.  Levantar às cinco e meia, pegar aquele ônibus lotado, aturar as mesmas pessoas de sempre, reclamando dos mesmos problemas, cansa.  Voltar para casa em pé, suportando aquele cheiro de suor, com pessoas estressadas do dia-a-dia, cansa ainda mais.    Infelizmente há muito tempo eu não sei o que anda acontecendo com a minha vida, e nem sei se ainda posso afirmar que tenho uma.        Eu até queria ser como as outras pessoas “comuns”. Que tem um trabalho normal, quando abrem a porta de sua casa, tem para quem voltar. Tem tempo para o amor, vivenciam um.
Sou apenas uma moça esquisita, com seus óculos quadrados, que conversa com um gato na varanda da sua casa. Um alguém que colocou serviço, em primeiro lugar, se preocupou tanto em conseguir as coisas, que perdeu a mais importante. O próprio amor por viver.    Mas chega um momento em que a vida para, por alguns instantes.  Tudo volta sua mente, desde o inicio, desde o primeiro erro que você cometeu. Você vê que de alguma forma é preciso mudar, chega um momento que não existe mais a possibilidade, passa a ser uma obrigação. E eu precisava acordar no fim as coisas mais belas me esperavam há muito tempo, atrás daquelas lagrimas à noite.    Eu dormi. Levantei-me como se fosse há dois anos. Olhei pela janela, realmente vi que existia um sol, por trás de toda aquela escuridão que eu criei. Vi pessoas passarem na rua sorrindo, apesar de diversos motivos para chorarem.  Apesar de algumas circunstancias não desistiram, por terem cabelos volumosos, por se embriagarem no final de semana, ou por terem vários amores, não ligavam por serem julgadas por não obedecer ao padrão imposto pela sociedade. Elas tinham uma vida e eu precisava recuperar a minha.

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